Depoimentos


Arte Miúda de Diamantina: 25 anos.

“É comum dizer que uma pessoa tem ou não bom ouvido musical. Possuir bom ouvido significa, para começar, ter uma percepção acurada de tom e ritmo.Sabemos que Mozart tinha um ouvido prodigioso e, obviamente, ele foi um artista sublime.

Diamantina, que possui uma das maiores percentagens de crianças com inclinações musicais, é privilegiada nesse quesito. Daí o local propício para o nascimento e crescimento da “Arte Miúda”

Antes de tudo a Arte Miúda é mãe mestra que se empenha na educação da criança através da arte. A boa mãe é aquela que vai se tornando necessária com o passar do tempo. Ela acredita e prova, pelos seus filhos criados, que a arte tem grande poder de formação e transformação do ser humano.

A neurociência comprova, desde 1980, os enormes benefícios que a música possibilita na melhoria da nossa saúde física e mental. Música é vida interior. É uma espécie de tecido conjuntivo que comunica algo impossível de se expressar em palavras e atos. E se pudéssemos, por um milagre da ciência, percorrer hoje todas as cidades mineiras e muitas brasileiras, certamente encontraríamos nelas representantes autênticos da Arte Miúda de Diamantina.

A música contribui e transforma não só os que são alunos, mas todos os que têm o prazer de conviver com eles. Ainda que seja pela audição de um único Sarau ou após conhecer o trabalho dessa instituição, o significado desta experiência se resume numa vivência transformadora. As pessoas saem de lá tocadas pela arte. Modificadas. Não são mais as mesmas. E nem Diamantina seria a mesma, não fosse a Arte Miúda a nos revelar a sua história, os seus filhos e as suas canções.

Ficamos orgulhosos porque o mundo está descobrindo os miúdos que são tão mineiros. Mas, não podemos nos esquecer que este trabalho de idealistas, sonhadores e abnegados precisa do estímulo e apoio real de todos”.

Parabéns a Soraya, sua equipe, a Diamantina e a Minas Gerais.

Dr.José Salvador Silva

Médico, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Mater Dei.

Novembro de 2012

 

“A emoção nasce de mansinho, cresce compassadamente e eclode em encantamento’.

Maria Angélica Coelho

 

“O que meus olhos viram e o meu coração sentiu e testemunhou, ficou gravado pelas minhas retinas; e não se apagará jamais da minha memória a luz que emana de vocês”.

Suzana Maria Cruz Peixoto.

 

A Arte é Miúda e a Maestrina Soraya.

“Já vi de tudo na vida,

Até homem usar saia.

Já vi valente e covarde

Fazer uso de tocaia.

Subi serras e montanhas

Pra poder chegar na praia.

Enfrento qualquer povão

Sem medo de levar vaia.

Respeito Deus e o diabo

Sou bom de rabo-de-arraia.

Mas, por favor, me ajuda

Pois meu coração balança

E choro que nem criança

Quando a Arte é Miúda

E a maestrina Soraya”.

Silvestre Gorgulho